Vocês não podem imaginar a quantidade de pessoas que me procuram para saber alguma informação sobre o que poderá acontecer nas eleições deste ano, aqui em nosso Estado. São pessoas das mais diversas procedências, inclusive jornalistas bem informados e políticos de elevadas patentes.
Eu me reservo o direito de não opinar muito no que concerne à eleição de governador, por ser amigo pessoal dos candidatos com real chance de vencer a eleição, além de ser amigo dos pais deles. De um, amigo de infância, de colégio, e do outro amigo de plenário da Assembleia Legislativa, amizade herdada de meu pai, que praticamente faleceu em seus braços.
Sobre a eleição de governador, só direi que ela será muito apertada. Um dos candidatos tem o respaldo das ações e entregas do governo do Estado somadas às do governo federal. O outro tem a seu favor toda a vontade de mudança que sempre foi muito forte e presente em nosso Estado, e que nesta eleição está particularmente latente, além do excelente trabalho que realizou na gestão da prefeitura de nossa capital. O resultado é incerto e vai depender mais dos erros que dos acertos possam ser cometidos por eles.
Quanto às eleições legislativas, para a Assembleia estadual e para a Câmara Federal, penso que ocorrerão com certa facilidade e dentro da mais elementar previsibilidade. Aqueles que já têm mandato, têm preferência. Em seguida, os que têm redutos fortes e garantidos. Depois, os que têm recursos financeiros para investir nessas jornadas. Só precisam fazer contas se o esforço vale a pena, e se a Justiça Eleitoral não vai pegá-los mais adiante.
A verdadeira disputa nesta eleição é a do Senado. Estão em jogo duas vagas e, na atual situação, onde os dois principais candidatos a governador estão engalfinhados na disputa de cada voto, acredito que nenhum deles vai quebrar lança, vai se empenhar a ferro e fogo, pedindo votos para os senadores que compõem sua chapa. Penso que eles irão deixar a eleição de senador correr solta. Quem for poder, que se quebre. Quem não tiver voto, que se lasque. Quem tiver, que faça seu gasto para arrebanhar seus votos.
Penso que nunca antes na história do nosso Estado houve tantos candidatos num só pleito. Os atuais, Weverton Rocha e Eliziane Gama. Os deputados federais Roseana Sarney, André Fufuca, Pedro Lucas e Duarte Junior. O ex-senador Roberto Rocha. Os ex-prefeitos Lahésio Bomfim e Hilton Gonçalo, isso sem contar com os candidatos de partidos de extrema esquerda. Acredito que serão uns vinte candidatos disputando duas vagas, o que tornará a disputa bastante concorrida e interessante.
Levarão vantagem os candidatos mais conhecidos, os que tenham mais penetração em mais regiões e em mais municípios, que tenham uma maior rede pessoal de apoio, os que tenham mais votos em redutos maiores, os que tenham mais apoios de seus partidos através do fundo partidário.
Acredito que, se a eleição transcorrer como eu penso que irá, os candidatos com mais chances de se eleger são Roseana e Fufuca, que disputarão com Lahésio e Weverton. Isso sem menosprezar as chances de Roberto Rocha e Pedro Lucas, que até podem surpreender.
Imagino que a disputa ao governo será tão acirrada que os candidatos vão lutar palmo a palmo por seus votos, deixando os candidatos ao Senado à própria sorte.
É aqui que eu vejo a maior vantagem de Roseana. Conhecida em todo o Estado. Bem-quista e aceita por uma grande parcela dos políticos e da população. Simpática, carismática, lutadora, vencedora de quatro eleições para o governo. Com um grupo fiel que, apesar de hoje reduzido, é composto pelos melhores quadros do Estado. Da mesma forma vejo a situação de Fufuca, só que pelo fato de ser jovem e com imenso e promissor futuro pela frente.
Se fosse apostar, apostaria nos dois e acredito que ganharia a aposta.
Uma coisa é certa, nessa eleição, a disputa pelas vagas do Senado será a mais eletrizante de todos os tempos em nosso Estado.
















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