O Partido dos Trabalhadores (PT) trabalha nos bastidores com a possibilidade de adotar um “palanque duplo” na disputa pelo Governo do Maranhão em 2026. A estratégia busca manter a candidatura própria da legenda, com Felipe Camarão, sem romper laços com o grupo político do governador Carlos Brandão (sem partido).
A informação, divulgada pelo Metrópoles na quarta-feira, 6, reforça tese que foi defendida internamento no partido por lideranças maranhenses (reveja).
A avaliação de integrantes petistas é de que o cenário local exige cautela para evitar indisposições com Brandão, considerado historicamente alinhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao campo político do PT. Com isso, a legenda pretende manter espaço para articulações paralelas com aliados do governador durante o processo eleitoral.
De acordo com a publicação, outro fator que pesa na construção da estratégia é a ausência de agendas previstas de Lula no Maranhão durante a campanha eleitoral. Sem a presença do presidente no estado, setores do PT entendem que será necessário ampliar a margem de negociação política para fortalecer alianças regionais e garantir competitividade na disputa pelo Palácio dos Leões.
O movimento também deixaria candidatos ligados ao partido mais livres para firmar acordos políticos com a ala ligada a Brandão, especialmente pré-candidatos que já iniciaram articulações em diferentes regiões do estado.

















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